Estava eu prestes a postar aqui uma imagem dos meus pés de férias, por aí, em sítios cool, mas depois lembrei-me que não fotografei a minha passagem pela Malveira no ano da graça de 2006 [fez 6 anos - 6 anos? - por esta altura. uma pessoa põe-se a fazer contas e constata que tudo muda. eu continuo igual a mim própria, e tu continuas igual a ti própria. bad news for you: ganhei!].
Ou uma imagem minha, de pijamolas. Aliás, do "coordenado" que envergo. Um jumpsuit azul escarrelate da Zara, ou isso. Faz-de-conta que é isso.
Mas depois fiquei com sede, e fico pouco fotogénica com sede.
Às vezes tenho sede. Muita sede. Tomam-se más decisões quando se tem sede. Não se consegue contar 1, 2, 3 e já passou. Quando consigo contar 1, 2, 3, inspira, expira e já passou tomo boas decisões. Já tomei más decisões.
Outras vezes, perdemos tudo. Dica fantástica que dou aqui, di grátije, só porque sou boa pessoa, altruísta e conhecedora do mundo dos perdidos e achados: os meninos da fnac recuperam isso tudo por uns módicos 39 euros. Uma pechincha para nos devolverem tudo, dando-nos a possibilidade de dedicar 3 semanas inteiras a recolocar e reorganizar tudo nas devidas prateleiras. Deve ser assim aquela merda do "há males que vêm por bem". (Alguém sabe o que isso quer dizer, mesmo?)
Incrível o que se consegue inventar quando não conseguimos decidir a qual das quatro deadlines para ontem devemos deitar a mão. Se eu fosse enfermeira, deitava a mão de fora da janela e esticava o maior dedinho que tivesse à mão ao sistema. Sou do tempo em que se culpava o sistema.
Agora, sou do tempo em que encontrar culpados já não faz parte do script. De quê, para quê?
É difícil perceber o que resta quando já antes não se tinha nada a perder.
Foi por isso que tomei agora mesmo uma decisão: vou aprender a jogar xadrez.
o sexo dos mafarricos
Francisca Leão & Tony de Mello
Ambos com um feitio do camandro, gostamos de gin e de um belo maduro tinto (embora um dos seres não o tolere minimamente), gostamos de ler o Público e o seu Inimigo, gostamos de sexo (só do bom), gostamos de bolas de berlim, gostamos de cochichar e dizer mal, o Tony gosta de desporto e do azul, a Xica de preguiçar e do vermelho.
Tuesday, July 3, 2012
Monday, September 19, 2011
O António trocou-me... por outro!
A continuidade deste blog encontra-se, neste momento, seriamente em risco.
O meu (?) Toninho trocou-me. Por outro!
A ver vamos...
O meu (?) Toninho trocou-me. Por outro!
A ver vamos...
Tuesday, August 2, 2011
Friday, July 29, 2011
Desculpas e orgasmos
Amanhã é o dia das desculpas... depois de amanhã é o dia dos orgasmos. Nesta vida já vi de tudo! Ou quase tudo! Mas isto parece-me demasiado... Como é que um gajo concilia estas duas vertentes intimamente ligadas ao sexo feminino?
Estou baralhado, confuso, a deprimir...
Desculpem qualquer coisinha... aiuihummmmHummUiiiAiii
Banho Checo!
Estou baralhado, confuso, a deprimir...
Desculpem qualquer coisinha... aiuihummmmHummUiiiAiii
Banho Checo!
Tuesday, July 26, 2011
Diz-me o que fumas, dir-te-ei em que fase de desenvolvimento emperraste.
A semana passada, e após prolongada troca de e-mails, sms, e FBpm, encontrei-me com uma amiga dos tempos de faculdade. Ia a caminho do Palácio de Cristal - local criteriosamente seleccionado para o encontro - quando percebi que já lá iam quase dez anos. Muito tempo. É curioso como, por vezes, a vida com o nosso contributo, ou nós, com o contributo das circunstâncias da vida, desentrelaça(mos) percursos.
Eu e a Joana conhecemo-nos nos primeiros dias de faculdade, e não mais nos afastámos ao longo de todo o percurso. Partilhámos casa quando ambas decidimos ter essa experiência da vida estudantil. Foram muitas noitadas. Muitas directas para entregar trabalhos. Muitos exames feitos em parceria estratégica. Muitas confidências. Muitas dores de barriga de tanto rir. E algumas lágrimas, claro.
A doce vidinha de estudante termina, e os nossos primeiros passos no mundo do trabalho de verdade foram dados lado a lado. Entretanto, cada uma se embrenhou no seu percurso profissional, e os contactos foram escasseando e tomando a forma de promessas de reencontro. Com isto, já lá vão quase dez anos. (Minto. Voltei a vê-la e a abraçá-la quando o telemóvel me gelou o sangue e nos encontrámos na merda de um funeral de alguém que ambas estimávamos muito. Mas agoroa quero omitir essa parte.)
Chegadinha à esplanada, constato que ambas preservámos o bom hábito de nunca ser pontuais nos nossos encontros. Assim, nunca nenhuma ficou muito tempo à espera da outra. E assim foi. Quarenta e cinco minutos depois da hora marcada.
Há paixões e empatias que são para sempre. Sente-se e transmite-se o mesmo carinho. A mesma confiança. As mesmas confidências. Os mesmos risos. Tão bom.
Duas horas a recuperar o tempo perdido, a resumir o que tinha sido a nossa vida, a partilhar angústias e alegrias de momento, a pedir o sábio parecer da outra (na medida do possível, pois continuo a ser a mesma "eu é que faço, eu é que sei" de sempre). Quem nos conhece, conhece-nos sempre.
E ela com o mesmo sorriso, com as mesmas inseguranças, com a mesma mania das dietas e das gorduras (a minha linha sempre agradeceu poder comer 75% da sobremesa dela), com o mesmo jeito de mexer no cabelo, com o mesmo trejeito no lábio quando fala dos avós.
E há aquele momento em que continuas ali, na conversa, e, simultaneamente, parece que sais do teu corpo e estás a asssitir à cena de fora, ali sentadinha no ramo daquela árvore bem juntinho ao recanto que acolhia
tudo isto.
É só então que reparo que eu fumava os meus Davidoff Gold, ela continuava a fumar os mesmo slims com que nos iniciáramos já no terceiro ou quarto ano de curso (sim, há quem comece a fumar aos 20 anos. poupemo-nos a comentários.). Assim como continua a colaborar com a tuna da faculdade. E a frequentar o bar da faculdade socialmente. E a morar com os pais, sem nunca ter ido para muito longe.
Foi aí que percebi, novamente, que o tempo é diferente e dez anos não são apenas dez anos e os mesmo dez anos. Senti nela a mesma menina que ambas éramos quando nos abraçámos em lágrimas no dia em que saiu a nossa última nota. Não digo isto com qualquer laivo de criticismo, que fique bem claro.
É recorrente eu sentir que sou tão mais velha que as pessoas da minha idade. Em tudo (excepto nas mamas, que continuam empinadinhas e rijas, como deve de ser e continuarão!). Posso continuar a ser uma pessoa ingénua, mas a minha inocência perdeu-se aí algures. E com ela, parte da paciência.
Sinto na minha paz e independência que amadureci.
Mas, quando saio de mim e me começo a ouvir de fora, há alturas em que me pergunto se não terei avinagrado.
Estas questões surgem raramente, é verdade. Vivo de momentos e de afectos. Tentando manter sempre os pés bem assentes no chão e os olhos bem abertos, não vão as minhas convicções fazer de mim uma ilha.
Tudo isto, a propósito de dois maços de cigarros.
Monday, July 25, 2011
O que arde cura.
Foram anos meses felizes. Guardo de nós o melhor.
Tudo começou com dois sorrisos e deixámo-nos ir. Muitas noites sem dormir. Inúmeras gargalhadas. Conversas infinitas, sobre tudo e sobre nada. Sobre tudo. Milhares de quilómetros e muitos recantos que contam a nossa história. Muitas garrafas de vinho tinto. Os teus abraços. A certeza que só tu percebes, verdadeiramente, as minhas argumentações políticas e especificidades alimentares. E que és a segunda melhor pessoa do mundo para ler o jornal a meias.
Nenhuma promessa. Nunca fizemos promessas nem esboçámos compromissos. Foi assim que conseguimos manter-nos puros.
Sei Sabemos que o dia em que percebemos que não éramos o nosso caminho foi lá atrás. Tomámos a sábia decisão de não tentar resistir à evidência e continuámos a viver os nossos hojes. Continuámos a entregar-nos de verdade a cada novo encontro.
Foram bons, estes três dias. Fruta, gelados e os nossos beijos.
Recebi-te pela última vez. Na minha casa, no meu coração, no meu corpo.
A doçura do nosso abraço de despedida. (Os aeroportos foram feitos para isso.) No nosso caso, não haverá abraço na chegada.
Ficou a paz.
E pronto. É bom começar as férias assim. Com a casa (not!), o coração e a alma arrumadinhos.
Venham os amores de verão e os meus amores de sempre.
Tudo começou com dois sorrisos e deixámo-nos ir. Muitas noites sem dormir. Inúmeras gargalhadas. Conversas infinitas, sobre tudo e sobre nada. Sobre tudo. Milhares de quilómetros e muitos recantos que contam a nossa história. Muitas garrafas de vinho tinto. Os teus abraços. A certeza que só tu percebes, verdadeiramente, as minhas argumentações políticas e especificidades alimentares. E que és a segunda melhor pessoa do mundo para ler o jornal a meias.
Nenhuma promessa. Nunca fizemos promessas nem esboçámos compromissos. Foi assim que conseguimos manter-nos puros.
Foram bons, estes três dias. Fruta, gelados e os nossos beijos.
Recebi-te pela última vez. Na minha casa, no meu coração, no meu corpo.
A doçura do nosso abraço de despedida. (Os aeroportos foram feitos para isso.) No nosso caso, não haverá abraço na chegada.
Ficou a paz.
E pronto. É bom começar as férias assim. Com a casa (not!), o coração e a alma arrumadinhos.
Venham os amores de verão e os meus amores de sempre.
Foi a loucura
Há muito que não tinha um fim-de-semana assim. Melhor dizendo, há muito que não tinha um Sábado à noite assim. Quer dizer, há muito que não me divertia assim. Ou, há muito que não me divertia tanto assim. Mas agora a falar a sério, há muito que não fazia uma directa assim. Há muito que não agia assim. Há muito que não sonorizava assim. Há muito que não brilhava assim. Há muito que não me deixava ir assim (em vez do deixava poderia ser entregar, mas não estava a ser correcto).
E pronto é isto... há muito que não vinha aqui. há muito que não tal e coisa assim!
Pensamento do dia: A mulher e a sardinha...
E pronto é isto... há muito que não vinha aqui. há muito que não tal e coisa assim!
Pensamento do dia: A mulher e a sardinha...
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